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segunda-feira, 15 de julho de 2013

Regência Verbal - Verbo "Esquecer"

Hoje ao abrir o meu Face, me deparei com a seguinte piadinha:


Deixando a piada de lado, vamos falar sobre um assunto que confunde bastantes pessoas por aí: a regência do verbo "esquecer".

Devemos saber que o verbo "esquecer" (nesse contexto) é um verbo transitivo indireto, ou seja, esse é um verbo que exige um complemento e esse complemento virá acompanhado de uma preposição.

Quem esquece... esquece de algo ou de alguma coisa.

Mais uma vez:

nesse contexto, o verbo "esquecer" deverá ser obrigatoriamente seguido da preposição "de", pois quem esquece, esquece de alguma coisa. Sendo assim, as frases apresentadas na imagem acima possuem um desvio da linguagem padrão, um desvio da linguagem normativa. Vamos corrigi-las?

Hoje eu esqueci (sic) que já tinha tomado café da manhã e comi de novo.
Hoje eu esqueci DE que já tinha tomado café da manhã e comi de novo.

Hoje eu esqueci (sic) que já tinha dormido e dormi de novo.
Hoje eu esqueci DE que já tinha dormido e dormi de novo.

Entendido? Vejamos outros exemplos:

Luciana esqueceu de acender a vela durante aquela noite.
Nunca esqueça de mim.
Jamais esquecerei de você.
Essa é uma história DE que jamais esquecerei.

É isso. 

sábado, 30 de março de 2013

FRASE, ORAÇÃO E PERÍODO

ÁREA: SINTAXE
ASSUNTO: FRASE, ORAÇÃO E PERÍODO

Você saberia identificar a diferença entre uma frase, uma oração e um período?

Ao estudar sintaxe, é importante identificar a diferença entre esses três termos muito discutidos em nossa gramática.

Vamos - hoje -  conhecer as diferenças entre esses três termos:

A frase
A frase é um enunciado que possua sentido, havendo ou não a presença de um verbo.

Ex.:
Silêncio! (frase sem a presença de um verbo)
Bom dia, garotos. (aqui também temos uma frase sem verbo)
Hoje é domingo.(frase com a presença do verbo "ser")

A oração
A oração também é formada por um enunciado com sentido completo; entretanto, é obrigatória a presença de um verbo. Se não há verbo, não há oração.

Ex.:
Hoje é domingo. (verbo ser)
Eu queria um presente de Natal. (verbo querer)
O mundo precisa de paz. (verbo precisar)

Nota do blogueiro: repare acima que toda oração é uma frase, pois há sentido completo; mas nem toda frase é uma oração, pois nem toda frase possui a presença de um verbo.

Período
O período é uma frase constituída por uma ou mais orações.

Ex.:
O mundo precisa de paz. (período composto por uma única oração).

Hoje é domingo e estou de folga. (período composto por duas orações, pois há a presença de dois verbos - ser e estar).

Se o período contiver apenas uma oração, o chamaremos de período simples; caso seja constituído por duas ou mais orações, chamaremos de período composto.

Após conhecer a definição de cada um dos termos acima, acredito que seja interessante você perceber a relação entre eles. Veja o diagrama abaixo:


Analisando acima, podemos perceber que a frase é um subconjunto da oração, ou seja, toda oração é obrigatoriamente uma frase. Percebemos também que a oração é um subconjunto do período. Isso quer dizer que toda oração é obrigatoriamente um período.

Essa é a base da sintaxe. Espero que tenha entendido o conteúdo e - se tiver dúvidas - deixe suas perguntas nos comentários.

Até a próxima.

sábado, 23 de março de 2013

A REGÊNCIA DO VERBO ASSISTIR

O verbo "assistir", no sentido de "ver", "prestar atenção", sempre pedirá a preposição "a".

Quem assiste, assiste a alguma coisa.

Errado:
Assistimos o campeonato.

Correto:
Assistimos AO campeonato.

Vejamos mais alguns exemplos:

Assisti à missa no último domingo.

Todos assistiram ao filme da última sessão.

Se você deixar de colocar a preposição "a" ao verbo "assistir", o seu sentido irá mudar. Nesse caso, ele assume a ideia de "prestar assistência", "ajudar". Veja:

O médico assistiu o paciente. (ajudou o paciente)

Essa é uma lei que assiste o consumidor. (que o ajuda, presta-lhe assistência)

Existem outras duas situações de regência com o verbo assistir, mas deixemos isso para uma próxima oportunidade.

Vejo vocês.

ORAÇÃO SEM SUJEITO

ÁREA: SINTAXE
ASSUNTO: ORAÇÃO SEM SUJEITO

O verbo "FAZER", quando tiver conotação de tempo decorrido, jamais poderá ir para o plural, pois o sujeito da oração será inexistente.

Ex.:
Faz 1 ano que moro em Belo Horizonte.
Faz 2 anos que moro em Belo Horizonte.

Frases do tipo
...
*Fazem cinco anos que não a vejo. (*sic)
*Fazem dez dias que não fumo. (*sic)

estão sintaticamente incorretas. Portanto, evite esse tipo de construção.

Quando o verbo "fazer" vier em locução verbal, também não deverá ir para o plural, seguindo esse mesmo raciocínio (tempo decorrido).

ERRADO: Vão fazer 10 anos que minha mãe faleceu.
CERTO: Vai fazer 10 anos que minha mãe faleceu.

É isso aí.
Até a próxima.